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quarta-feira, 21 de março de 2012

Antonio Guerra, um dos maiores roteiristas

foto: Giorgio Benvenuti (EFE)
ROMA, 21 Mar (Reuters) - O poeta e roteirista italiano Antonio Guerra, conhecido como Tonino, morreu nesta quarta-feira em Santarcangelo di Romagna, na Itália, aos 92 anos, segundo uma nota da prefeitura.

Guerra foi um dos roteiristas italianos mais conhecidos mundialmente, autor com Federico Fellini do filme vencedor do Oscar "Amarcórd".

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Reuters

Adiós a Guerra, grande del guion europeo

El poeta y escritor italiano fue responsable de los libretos de las grandes películas de Antonioni o Fellini, como 'Y la nave va', 'Amarcord', 'La aventura' o 'Blow-up'

por Gregorio Belinchón

do El País

Tonino Guerra ha muerto. De repente, el cine italiano se ha quedado sin su Rafael Azcona. A los 92 años, el poeta, novelista y guionista ha fallecido poco después de su cumpleaños, que celebró el pasado 16 de marzo; su salud se había agravado en las últimas semanas.

Nacido en 1920 en Santarcangelo di Romagna, Antonio Guerra era maestro de escuela durante la II Guerra Mundial, cuando fue deportado a Alemania e internado en el campo de concentración de Troisdorf.Tras su liberación, se doctoró en Pedagogía en la Universidad de Urbino con una tesis sobre la poesía dialectal.

Empezó su carrera creativa como poeta (“Empecé a escribir en el campo de concentración. Lo hice para acompañar a mis compañeros de prisión. Ellos eran romañolos como yo. El dialecto es la lengua de mi infancia, la lengua de mi madre.La poesía nos salvó de aquella soledad”, recordaba cuando en 2002 se publicó en España su poesía completa), más tarde como novelista, cuando por su trabajo fue trasladado a Roma a Guerra se le abrió el campo del cine:

“Para mí no existe una diferencia profunda entre escribir poesía y escribir guiones, ambas conducen a la mismo: la creación de imágenes. Un guionista debe tener mil imágenes en su cabeza para conquistar a hombres como Fellini o como Antonioni”. En la capital vivirá hasta que en 1984 vuelve, por la añoranza, a su Romagna natal.

De su centenar de trabajos destacan los libretos de Matrimonio a la italiana y Los girasoles, de Vittorio de Sica; La aventura, La noche, El desierto rojo, Blow-up, de Michelangelo Antonioni; Amarcord, Y la nave va y Ginger y Fred, de Federico Fellini; Hombres contra la guerra, El caso Mattei, Cadáveres excelentes, Cristo se paró en Éboli y Crónica de una muerte anunciada, de Francesco Rosi; Viaje a Cythera (con la que ganó el premio al mejor guion en Cannes) y La eternidad y un día, de Theo Angelopoulos; Good Morning, Babilonia, de los hermanos Taviani; Más allá de las nubes, de Wim Wenders, o Nostalgia (1983), de Andréi Tarkovski.

De todos ellos hablaba bien, pero siempre se refería con cariño de Fellini y Antonioni.

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El País

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Italianos levam cinema às cidades pequenas

Por James Mackenzie

CASACALENDA, Itália (Reuters Life!) - Em uma noite de verão no sul da Itália, uma multidão senta na praça de uma cidadezinha, enquanto as imagens passam pela tela de cinema a poucos metros de uma igreja barroca.

Poderia ser uma cena de "Cinema Paradiso", a elegia de 1988 feita por Giuseppe Tornatore aos cinemas provincianos de sua juventude, que vêm desaparecendo diante do avanço da televisão.

No entanto, isso é parte de um festival destinado a tentar levar o cinema de volta a locais como Casacalenda, um vilarejo de cerca de 2.500 habitantes em Molise, na região sul da parte leste da Itália, onde as salas de exibição agora são uma raridade.

"Há até 30 ou 40 anos, cada cidadezinha italiana tinha seu próprio cinema, que gradualmente foi desaparecendo com o advento da televisão e esse tipo de mudança cultural", disse Federico Pommier, diretor do festival MoliseCinema.

"A ideia do festival é tentar trazer de volta a experiência do cinema a esse tipo de cidadezinha."

Continua Reuters Life!




terça-feira, 21 de junho de 2011

Mussolini, Cesare Batistti e dois irmãos gays

Dois bons italianos escondidinhos nas locadoras, “Vincere” e “O Primeiro que Disse” ( Mine Vaganti ). "Vencer" retoma a história do fascista Benito Mussolini pelo ângulo de uma mulher, Ida, interpretada pela bonita atriz Giovanna Mezzogiorno.

O filme é de 2009, dirigido por Marco Bellochio, andou bem por Cannes, concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro e percorreu as telonas brasileiras em meados do ano passado.

A história é real. Ida conhece Benito, ainda jovem militante socialista de esquerda, envolve-se perdidamente ao ponto de vender tudo para o amante montar o jornal que sustentaria sua transformação em líder político de extrema direita e imediato seguidor do nazista Adolf Hitler.

Problemas: eles têm um filho, Benito Albino é reconhecido por Mussolini, mas logo em seguida, coincidindo com a escalada do pai rumo ao topo da vida italiana, é isolado, junto com a mãe, em Trento, enquanto Mussolini assume publicamente outra família.

Ida passa a perseguir, obcecadamente, o reconhecimento de a verdadeira primeira dama. Numa dessas investidas, ao tentar aproximar-se de um antigo conhecido, já então elevado ao cargo de Ministro, invade a visita da autoridade a um centro de estudos, onde um dos acadêmicos citados é o Cesare Batistti original.

Nascido em Trento em 1875, além de geógrafo, jornalista e político, o verdadeiro também começou na esquerda, atuando no movimento conhecido como “irredentismo”. Morreu enforcado em 1916, durante a I Guerra Mundial como destacado militar italiano.

“Vincere” não é um épico, nem uma obra de arte, mas vale a pena para recordar, com bons momentos cinematográficos, o quando devemos cuidar e preservar os regimes democráticos.

Leva-nos também a imaginar que se os fascistas eram capazes de aniquilar pessoas da própria família o quanto sofreu o resto do povo italiano.

O Batistti atual, que Lula e Tarso Genro então Ministro da Justiça tiraram da cadeia, nasceu em 1954, em Sermoneta e foi militante do PAC - Proletari Armati per il Comunismo.





“O Primeiro que Disse” também trata de outro assunto sério, o homossexualismo, só que de maneira leve, com muito humor, bom gosto e irreverência. "Mine Vaganti" tem ótima fotografia, com música idem.

Rodado na cidade de Lecce, na Toscana, conta a vida de uma tradicionalíssima família de históricos fabricantes de massas. Bem-sucedido, o patriarca manda o filho estudar administração em Roma para, mais tarde, também fazer sua parte na empresa.

Em Roma, Tommaso, interpretado por Ricardo Scarmacio, descobre-se gay e sonha em ser escritor. Convocado pela família para uma reunião com novos sócios, desabafa com o irmão e conta que vai abrir o jogo exatamente durante o jantar de negócios.

Tudo bem se o irmão mais velho, Antonio, interpretado por Alessandro Preziosi, não aproveitasse a oportunidade para adiantar-se e confessar que também era gay. Escândalo, gritos, desespero e enfarte no frágil coração paterno.

Diante das circunstâncias, com medo que o pai não resista a dois irmãos gays sob o mesmo teto, Tommaso fica sem alternativa e volta a viver suas contradições, inclusive interessando-se pela filha do novo sócio.

"O Primeiro que Disse" é irreverentemente bem dirigido pelo cineasta turco Ferzan Opztek, gay assumido e radicado no Itália há muitos anos. A passagem e hospedagem do namorado e amigos por Lecce beira ao cliché, mas é divertidíssima. 

Uma personagem central na costura do enredo é a avó interpretada pela atriz Ilaria Ochini. Ela também abatida na juventude por um desses estranhos amores. "Os amores impossíveis não acabam nunca", é a sua sentença.

Abaixo, um trailer em português, muito ruim. E o oficial, legendado em inglês.