Mostrando postagens com marcador cinema argentino. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cinema argentino. Mostrar todas as postagens

sábado, 29 de setembro de 2012

Oscar 2013: Argentina vai de "Infancia clandestina"

Por un voto, el cine argentino eligió su mejor opción al Oscar


Infancia clandestina superó en un ajustado final a El último Elvis 19 a 18

La Nacion

Apenas un voto de diferencia hizo que la Argentina se decidiera por la mejor opción disponible en sus aspiraciones por repetir en febrero próximo el triunfo histórico alcanzado por El secreto de sus ojos hace casi tres años. Infancia clandestina es el título elegido por la Academia del cine local para representar a nuestro país en la carrera por el Oscar.

En el ajustado escrutinio hecho público ayer, la Academia optó por la renovación generacional. Dos óperas primas recibieron la mayor cantidad de votos. El film de Benjamín Ávila, actualmente en cartel, prevaleció por un margen muy exiguo sobre El último Elvis (Armando Bó), pero aún tratándose de dos títulos de grandes méritos, la diferencia entre ambos se torna más visible si pensamos en la competencia a la que el triunfador acaba de sumarse.

Los encargados de elegir cada año al mejor film extranjero a partir de una preselección realizada por un comité especial de la Academia de Hollywood suelen recibir de la mejor manera historias llegadas desde todos los rincones del mundo con planteos genuinamente locales que tengan, inmediatamente, una fácil y directa comprensión universal.

El último Elvis (cuyo director fue guionista de Biutiful , film mexicano de Alejandro González Iñárritu nominado este año) cumple a primera vista con estos requisitos, pero, probablemente, carezca del matiz narrativo clásico, la conexión directa con su propio tiempo y la carga testimonial y emotiva de Infancia clandestina , que, por otro lado, se cuenta desde el punto de vista de un niño, otro punto decisivo. 



sexta-feira, 29 de junho de 2012

Cemitério da Recoleta, assim nas telas como na terra

Tierra de los Padres, filme sobre o Cemitério da Recoleta

por Gisele Teixeira, Aquí me quedo

Tem mais de um ano que espero a chegada deste filme aos cinemas. Pode ser visto a partir do dia 5 de julho, na sala Leopoldo Lugones.

Depois de sua estréia mundial com sucesso, em Toronto, no ano passado, a película sofreu um certo rechaço em vários festivais e não participou, por exemplo, do Bafici.

O filme conta o enfrentamento de duas versões da história argentina: a dos vencedores e a dos vencidos. Com a particularidade de que o faz por meio de um espaço concreto e simbólico ao mesmo tempo: o Cemitério da Recoleta, no qual repousam juntos os que no passado lutaram em lados opostos.

Esse recorrente enfrentamento (ainda hoje presente) é posto em cena através de citações lidas junto às tumbas, dando lugar a uma espécie de “diálogo de mortos” que vai debulhando a história.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O comercial cinema argentino, ao contrário do Brasil


"Alô, alô carnaval", com Aurora Miranda (1936)
 Uma indústria ‘a media luz’

Cinema argentino optou pela via comercial, ao contrário do Brasil, que se ligou ao Estado e ainda vive na dependência de ajuda oficial

CARLOS HAAG
Revista da FAPESP - Edição 196 - Junho de 2012

Em Pneumotórax, Manuel Bandeira, após se descobrir doente e lamentar “a vida inteira que podia ter sido e que não foi”, ouve do médico a sentença: “A única coisa a fazer é tocar um tango argentino”. Talvez, hoje, o cinema nacional não chorasse “o que podia ter sido” se tivesse, como os portenhos, nos anos 1930, apostado menos nas benesses do Estado e mais num similar local do “tango argentino”.

“Entre 1933 e 1942, o cinema argentino, com seus musicais populares baseados no tango e no melodrama, viveu la epoca de oro, não apenas subsistindo no seu próprio mercado, enfrentando e se diferenciando da concorrência de Hollywood, como avançou sem a interferência do Estado. A mesma década, no Brasil, como escreveu o crítico Alex Viany, foi simplesmente ‘ingrata’, apesar, ou por causa, do protecionismo estatal”, observa Arthur Autran, professor do Departamento de Artes e Comunicação da Universidade Federal de São Carlos (UFScar) e autor da pesquisa Sonhos industriais: o cinema de estúdio no Brasil e na Argentina (1930-1955).

De início, nos dois países, as oportunidades para a criação de uma indústria cinematográfica eram semelhantes, mas os resultados foram muito diferentes. “O Brasil tinha uma produção numericamente razoável que entrou rapidamente numa decadência que se manteve até o fim da Segunda Guerra Mundial. Já a Argentina teve um aumento paulatino da sua produção e atingiu números expressivos: entre 1930 e 1940, o número de filmes de longa metragem passou de 2 para 56, recorde inigualável, numa indústria que reuniu 4 mil técnicos e atores em 30 estúdios”, diz Autran.

Lá, como aqui, a chegada do cinema sonoro animou os produtores, que apostaram na existência de um público para o filme nacional. Afinal, os talkies americanos, que eram apresentados em inglês, demoraram dois anos para se adaptar ao mercado internacional com legendas e dublagens e atingir um público maior que, até então, não compreendia os filmes por não dominar a língua em que eram feitos. Além disso, a maioria dos exibidores não tinha capital para investir em equipamentos sonoros.

“Era uma oportunidade única e os produtores brasileiros e argentinos, após as décadas do marasmo artesanal do cinema mudo, se movimentaram para criar uma indústria nacional, nos moldes de Hollywood, mas adaptada ao gosto local”, diz o pesquisador. Falava-se mesmo que era “dever pátrio” impedir a “desnacionalização” das culturas nacionais, ameaçadas pelos talkies ianques. No Brasil, a “cruzada” levou à criação da Cinédia, por Adhemar Gonzaga, da Sonofilms, por Alberto Byington, ambas em 1930, e da Brasil Vita Filmes, de Carmen Santos, em 1933. Na Argentina, propiciou a criação da Argentina Sono Film (1931), a Lumiton (1933) e a Rio de La Plata (1934).

Continua Revista da Fapesp ( dica preciosa Aquí me quedo )

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Minifestival argentino em quatro cidades brasileiras

por Gisele Teixeira, Aquí me quedo

Começa dia 1 de junho, em São Paulo, o 1º Festival de Cinema Argentino, realizado em parceria com o Instituto Nacional de Cine y Artes Audiovisuales (INCAA). A programação reúne cinco longas-metragens contemporâneos: Verdades verdaderas. La vida de Estela, de Nicolás Gil Lavedra; Las Acacias, de Pablo Giorgelli (Ganhadora da Câmara de Ouro no Festival de Cannes 2011); El dedo, de Sergio Teubal; Los Marzianos, de Ana Katz e Juntos para siempre, de Pablo Solarz. A promoção é do Cinemark.

O festival continua no Rio de Janeiro (21 a 28 de junho); Florianópolis (10 a 16 de agosto) e Porto Alegre (24 a 30 de agosto).


Sinopses:

Las Acacias (As Acácias), do diretor Pablo Giorgelli, vencedor da Câmera de Ouro do Festival de Cannes em 2011, conta a história da relação criada entre o caminhoneiro Ruben e uma mulher que viaja com ele ao lado de sua filha, durante o percurso de 1.500 km entre o Paraguai e Buenos Aires. Ruben é caminhoneiro desde jovem e conhece a estrada como a palma da sua mão, mas essa viagem será única em sua vida. No elenco estão os atores Germán de Silva, Hebe Duarte e Nayra Calle Mamani.




O filme El Dedo (O Dedo), primeiro longa-metragem do diretor Sergio Teubal e premiado no Festival de Cinema de Guadalajara, em 2011. Baseado na novela El Dedo de Baldomero, de Alberto Assodourian, o filme conta a história de Florêncio, que guardou o dedo indicador do irmão que encontrou morto. Coisas estranhas começam a acontecer no vilarejo, e nem mesmo Florêncio está preparado para o efeito que o dedo do irmão terá sobre o povo e a primeira eleição na cidade. No elenco estão os atores Fabian Vena, Puma Goity, Martin Seefeld, Mariana Briski e Roly Serrano.




A comédia dramática Los Marzianos (Os Marzianos), dirigida por Ana Katz apresenta dois irmãos, Luis e Juan, brigados há algum tempo. Delfina, a terceira irmã, tenta mediar à reconciliação, sem sucesso, até que a presença de Juan em Buenos Aires para o aniversário de sua filha e o desejo da menina de comemorar na casa dos tios leva os dois irmãos ao encontro que evitavam. No elenco estão os atores Guilherme Francella, Mercedes Morán, Arturo Puig e Rita Cortese.




O longa Juntos Para Siempre (Juntos para Sempre), do diretor Pablo Solarz, descreve a vida de um roteirista de sucesso, Gross. Mergulhado em suas histórias, ele mal escuta quando sua mulher, Lucía, confessa sua infidelidade e depois o abandona. Enquanto isso, o novo roteiro de Gross vai tomando forma, e aos poucos a ficção confunde-se com a realidade. No Elenco estão os atores Peto Menahem, Malenas Solda, Florencia Peña, Luis Luque, Mirta Busnelli, Marta Lubos, Valeria Lois e Silvia Kutica.




Primeiro longa-metragem de Nicolás Gil Lavedra – que trabalha com a temática de direitos humanos desde o curta-metragem Identidad Perdida (2005) –, o filme Verdades Verdaderas (Verdades Verdadeiras) encerra o festival em Sao Paulo. A obra apresenta a história da ativista de direitos humanos Estela Barnes Carlotto (papel de Susú Pecoraro), que tem sua vida transformada pelo sequestro de sua filha, Laura, durante a ditadura militar. O filme mostra a busca de uma esposa, mãe e avó, além de retratar sua luta pelos ideais de justiça. No elenco estão os atores Alejandro Awada, Rita Cortese, Inés Efron, Laura Novoa, Fernán Mirás, Carlos Portaluppi.


sexta-feira, 18 de maio de 2012

Cinema argentino: vem aí mais um torpedo!

por Gisele Teixeira, Aquí me quedo

Semana passada fui ver O Ultimo Elvis, que é um filmaço, divertido e triste ao mesmo tempo.

E este final de semana estarei nas filas para assistir “Elefante Blanco”, que promete ser mais um sucesso do cinema argentino. Teve estréia ontem e vendeu mais de 15 mil entradas!

Reúne o mesmo elenco de sucesso de Carancho: o diretor Paulo Trapero e sua mulher Martina Gusmán e o ator Ricardo Darin (por supuesto).

Na trama, Darín e o ator belga Jérémie Renier, conhecido pelos filmes dos irmãos Dardenne, interpretam dois padres que trabalham na comunidade de Villa Virgen, favela de Buenos Aires tomada pela violência.



No trio de roteiristas também tem repeteco, com Martín Mauregui, Alejandro Fadel e Santiago Mitre.



quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

"Medianeras"

Depois de quinze dias caminando por las calles de Buenos Aires fui matar a saudade assistindo “Medianeras”, aproveitando para conhecer o novo espaço Itaú de cinemas, em Brasília.

Novo porque foi repaginado. Fica em um shopping de decoração, portanto, com pouca circulação de público e onde as sete salas que lá existiam comercialmente tinham fechado.

Nos finais de semana o espaço lota, nos outros dias o público é reduzido. Assisti ao delicioso, moderno, bem-humorado e bem resolvido filme do argentino Gustavo Taretto acompanhado de contadas outras 13 pessoas.

Minha esperança, com certeza compartilhada por quem gosta um pouquinho de cinema por aqui, é que o patrocinador, mesmo depois da nova redução da taxa de juros anunciada ontem pelo Cômite de Política Monetária, mantenha o Espaço.

Não será por falta de taxas de juros, e outras, na história dos bancos brasileiros que faltarão gordurinhas para que eles invistam, e subsidiem, cultura.   

A carência de locais digamos menos comerciais, que mantenham em cartaz filmes que as grandes redes exibem por no máximo uma semana, era total.

Sobre a película, para não chover no molhado, vou reproduzir a coluna da amiga Gisele Teixeira, do blog Aquí me quedo, publicada também no Blog do Noblat. Apenas recomendo, veementemente. 

Medianeras: conflito e solidão

O filme argentino Medianeras, de Gustavo Taretto, tem feito sucesso por onde passa e aborda “o tema” das grandes cidades, a solidão na era do amor virtual.
A história é contada por Martin, um fóbico buscando readaptar-se ao mundo, e Mariana, recém saída de um relacionamento. Ambos são vizinhos, vivem em Buenos Aires, na mesma rua, na mesma quadra, mas nunca se encontram.
A arquitetura aparece como terceiro protagonista, como vilão e como metáfora de isolamento e falta de comunicação.
Logo no início, o personagem masculino diz o seguinte: “estou convencido de que as separações, os divórcios, a violência familiar, o excesso de canais a cabo, a falta de comunicação, a falta de desejo, a apatia, a depressão, o suicídio, as neuroses,os ataques de pânico, a obesidade, as contraturas, a inseguridade, a hipocondria, o estresse e o sedentarismo são responsabilidade dos arquitetos e da construção civil. Destes males, salvo o suicídio, padeço de todos”.
Os dois personagens moram em “monoambientes”, as nossas conhecidas quitinetes, e tomam a decisão de abrir janelas nas paredes laterais de seus apartamentos para ganhar um pouco mais de luz.

Continua aqui

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Cine Migrante


por Gisele Teixeira, Aquí me quedo


Começa quarta-feira, em Buenos Aires, a segunda edição do Festival Internacional de Cinema e Formação em Direitos Humanos das pessoas migrantes. Chamado de CineMigrante, esse evento visa difundir obras cinematrograficas que retratam a realidade social daqueles que, por diversas razoes, tiveram que mover-se, migrar, habitar outros territórios.  Histórias de imigrantes e emigrantes, de migrações políticas, econômicas, internas. De expectativas e de sonhos compartidos, muito além das fronteiras.

Deixo vocês com um trecho de Invisibles, produzido por Javier Bardem para a ONG Médicos sem Fronteiras. O documentário inteiro tem cinco histórias, dirigidas por Wim Wenders, Isabel Coixet, Fernando León, Mariano Barroso e Javier Corcuera. O fragmento abaixo é de Corcuera e tem como foco a Colômbia e o problema da migração interna em decorrência de anos de conflito armado.

Programação completa


sábado, 3 de setembro de 2011

"Um Conto Chinês" estreia bem

Entre as comentadas estreias da semana está "Um Conto Chinês", película de sucesso na Argentina já apontado por aqui.

Isabela Boscov, da Veja.com, já assistiu, comenta e recomenda. 

Abaixo, o making of em duas partes. Para quem gosta, vale a pena.







terça-feira, 23 de agosto de 2011

Documentário sobre o Cemitério da Recoleta


Em época de Real forte, de turistas brasileiros invadindo o mundo e Buenos Aires em particular, o post do Aquí me quedo é sempre uma boa lembrança de roteiro na Capital argentina. 

por Gisele Teixeira

O filme conta o enfrentamento de duas versões da história argentina: a dos vencedores e a dos vencidos. Com a particularidade de que o faz por meio de um espaço concreto e simbólico ao mesmo tempo: o Cemitério da Recoleta, no qual repousam juntos os que no passado lutaram em lados opostos. Esse recorrente enfrentamento (ainda hoje presente) é posto em cena através de citações lidas junto às tumbas, dando lugar a uma espécie de “diálogo de mortos” que vai debulhando a história.                                                                       

Palavras do diretor NICOLAS PRIVIDERA:

El cementerio de la Recoleta ya aparecía en mi película “M”. De hecho constituía de algún modo el centro secreto del film, cuyo tema era también el modo en que se construye la memoria social. Pero aquí ese eje alcanza una dimensión épica al centrarse en el cementerio mismo como espacio en el cual leer las batallas por la Historia. Y es que el hilo del film lo constituyen, literalmente, las lecturas enfrentadas que tienen lugar junto a las tumbas ilustres.

El desarrollo del film tendrá la forma de un poema elegíaco coral, al estilo de la Spoon River Anthology de Edgar Lee Masters (poemario clásico sobre la vida de un cementerio), The profit motive and the whispering wind de John Gianvito (film que hace un recorrido por las tumbas de ignotos personajes de la historia norteamericana), o Reading the ‘book of blockade’ de Sokurov (en el que comunes lectores reviven los anónimos testimonios del sitio de Stalingrado). Todos esos antecedentes son muy diversos, pero tienen un antiguo género en común: los “diálogos de muertos” y su contrapunto entre pasiones políticas que tienen a la memoria histórica como campo de batalla.

A estréia será no festival de Toronto, em 13 de setembro. Aguardamos ansiosos a chegada aqui!




sábado, 20 de agosto de 2011

Rede de Intrigas - El Estudiante



BUENOS AIRES – O cineasta argentino Santiago Mitre se surpreendeu com a reação das pessoas quando começou a mostrar seu novo longa, El estudiante: todos o viam como um thriller, coisa que ele nunca havia imaginado. Mas ele não discorda, e assume que existe um gérmen de intriga tão importante nas pessoas que fazem política – as quais estão no centro da trama – que a tensão que nasce dos personagens se apodera do filme e dá a ele essa atmosfera de suspense.


El estudiante terá sua première mundial na seção Cineasta do Presente, dentro da 64ª edição do Festival de Locarno, na Suíça, que começa hoje e vai até 13 de agosto ( PS.: artigo publicado em 13/08/11 ). Na programação, entre os conterrâneos de El estudiante, estão Abrir puertas y ventanas, de Milagros Mumenthaler, Papirosen, de Gastón Solnicki e, fora de competição, a carta de Lisandro Alonso para Albert Serra. Entre os brasileiros que participam do festival, dois curtas-metragens: Mens sana in corpore sano, de Juliano Dornelles, e Praça Walt Disney, de Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira.

Não é a primeira vez que o filme de Mitre se encontrará com o público: El estudiante foi exibido no BAFICI (Buenos Aires Festival Internacional de Cine Independiente) deste ano, em abril, e teve suas três sessões esgotadas logo nos primeiros dias de venda de entradas, semanas antes das exibições. O longa acabou levando o Prêmio Especial do Júri na Seleção Oficial Internacional, além de ser laureado pela Associação de Diretores de Fotografia e pela FEISAL (Federación de Escuelas de Imagen y Sonido de América Latina). Enquanto Mitre pensava que a temática do filme estava muito arraigada à Argentina, a produção foi convidada para diversos festivais mais, tanto em Toronto como na longínqua Hong Kong.

Em El estudiante, acompanhamos ao jovem Roque, vindo do interior da Argentina para estudar na UBA – Universidad de Buenos Aires. Deambulando neste cenário novo, de aula em aula, de festa em festa, de cama em cama, sem saber muito o que fazer, o protagonista se envolve no movimento estudantil através de Paula, quem ele vê discursando (e apenas vê, sem se preocupar pelo que está ouvindo) durante uma assembleia.

Continua Duas ou Três Coisas...




sábado, 13 de agosto de 2011

Argentino "Medianeras" leva o Kikito


"Medianeras", de Gustavo Taretto, uma produção conjunta entre Argentina, Espanha e Alemanha, é o vencedor de Melhor Estrangeiro em Gramado.

Contra a história de Mariana, Martin e a cidade de Buenos Aires. Os dois vivem na mesma quadra, em apartamentos um de frente para o outro, mas nunca conseguem se encontrar. Se cruzam sem saber da existência do outro. Ela sobe as escadas, ele desce; ela entra no ônibus, ele sai. Eles frequentam a mesma videolocadora, sempre com um stand de filmes os separando. Eles sentam na mesma fileira em um cinema, mas a sala é escura. A cidade que os coloca juntos é a mesma que os separa.

Sinopse argentina: La identidad de las grandes ciudades descansa, en buena medida, en sus edificios. Buenos Aires tiene una caótica variedad de estilos, que conviven a veces bien conectados y a veces en conflicto. Medianeras comienza observando, clasificando edificios. Y luego pasa a centrarse en dos habitantes de esos edificios: chica y chico. 

Ella es Mariana (Pilar López de Ayala) y él es Martín (Javier Drolas). Taretto juega con el género de la comedia romántica, y la película no descansa sobre el menú habitual del género que indica responder a la pregunta ¿serán estos dos el uno para el otro? Medianeras nos hace saber que Mariana y Martín efectivamente lo son, y la pregunta será ¿cómo harán para encontrarse? 

En este breve texto se ha usado un par de veces el verbo descansar, que no es nada apropiado para hablar de Medianeras, una película alejada de cualquier idea de descanso o de piloto automático, una película trabajada con mil ideas, mil detalles, mil recovecos de placer cinematográfico.

domingo, 7 de agosto de 2011

Rio e Buenos Aires contrastam em Gramado


O 39º Festival de Gramado experimentou nova noite de contrastes na noite deste sábado (6), segundo dia de competição. O longa argentino Medianeras, de Gustavo Taretto, iniciou a programação oferecendo uma delicada história de amor envolvendo dois jovens solitários de Buenos Aires que dividem uma série de fobias e o fascínio por arquitetura mas que nunca conseguem se encontrar.

Os aplausos calorosos da plateia ao filme protagonizado por Javier Drolas e a bela Pilar López de Ayala aqueceram o caminho para Ponto Final, de Marcelo Taranto, uma pesada encenação inspirada na violência urbana do Rio de Janeiro.  No final da sessão, no entanto, o filme recebeu apupos diplomáticos.

Medianeras  foi representado por Drolas, que interpreta um web designer hipocondríaco que vê o crescimento desordenado da cidade como o grande responsável pelos males da sociedade portenha. Taretto foi apresentar o filme, com estréia no Brasil prevista para 2 de setembro, no Festival de Locarno, na Suíça. “É um retrato sensível e bem humorado de Buenos Aires”, resumiu o tímido ator argentino no palco do Palácio dos Festivais.


Continua Veja.com


terça-feira, 26 de julho de 2011

Tango Database

por Gisele Teixeira, Aquí me quedo
No You tube há 65.600 vídeos com as tags “tango” e “cine”.
Claro que a maioria deles não tem nada a ver com a música ou a dança rioplatense. O site Tango Database se deu o trabalho de reunir o material relevante que há na rede. São mais de 500 links, divididos por temas como filmes sobre tango, series de tango na TV, vídeos, documentários, videoclipes de orquestras e bailarinos e muito mais.
Um achado para quem gosta do tema!!
Cliquem AQUI.
Abaixo, cena de Tango, de Carlos Saura, em que baila o maestro Juan Carlos Copes. A música chama-se ‘Recuerdo’, e foi composta por Osvaldo Pugliese. A trilha sonora do filme é do argentino Lalo Schifrin, antigo pianista Piazzolla.



PS.: amigas e amigos leitores, até a próxima semana o blog vai ficar em ritmo lento, muito lento. Em projeto de recarregar energias. Hoje, por exemplo, está salvo pela solidariedade da amiga Gisele, direto de Buenos Aires. Também contribui para isso, os difíceis serviços de internet 3G disponíveis neste país.

terça-feira, 7 de junho de 2011

444 filmes sobre o terror

por Gisele Teixeira, Aquí me quedo, coluna publicada hoje no blog do Noblat.

A ONG Memória Aberta, que coordena desde 1999 a ação de cinco organizações de direitos humanos, apresentou semana passada o projeto A Ditadura no Cinema: catálogo de filmes sobre a última ditadura, o terrorismo de estado e a transição democrática na Argentina.

O número de películas impressiona. São 444 obras, incluindo ficção, documentários e cinema experimental, produzidas a partir de 1976. Desse total, 280 títulos foram recuperados e podem ser vistos (mas não podem ser copiados) pela população, na sede da ONG . O restante dos filmes está perdido ou fora do país.

As películas foram catalogadas de três formas. Por temas,que vão desde “a favor do regime” até filmes sobre a “transição democrática”, passando por “perseguição”, “Malvinas”, “o olhar das crianças”, “lugares de repressão” e “a igreja e sua cumplicidade”, entre outros. Ou ainda por ordem cronológica e alfabética.

Na catalogação, os organizadores encontraram duas pérolas – “Estoy herido” Ataque! (1977) e Frihetensmurar / Murallas de la libertad (Marianne Ahrne, 1978) – películas que durante muitos anos foram dadas como perdidas. Sabia-se de suas existências, mas não de seus rastros. Agora ambas estão à disposição dos argentinos.

A primeira é um filme a favor do regime, que exalta as Forcas Armadas em sua luta contra a guerrilha ocorrida em Tucumán, norte do país, em 1975. Na época, foi difundido apenas em quartéis.

A segunda, de origem sueca, narra a vida de um artista argentino no exílio e foi projetada na abertura do XI Festival Internacional de Cinema de Moscou em 1979, provocando constrangimento para a delegação argentina, que pediu sua retirada da mostra. E conseguiu.

Quase toda a filmografia de denúncia dos crimes da ditadura foi rodada no exílio, mas a partir da volta da democracia, em 1983, cresceu a produção sobre o tema na Argentina. Em 2010, foram realizados 32 obras sobre o assunto.

Na página do Memória Aberta é possível encontrar cada filme com sua sinopse, data de estréia, trailer (quando possível) e toda a ficha técnica de produção.

Há 31 filmes sobre a apropriação de crianças nascidas em cativeiro, um dos temas mais polêmicos na Argentina atualmente. O primeiro deles, A História Oficial, foi rodado em1985 e levou o Oscar de Melhor Película Estrangeira. Mas o drama segue. Nas telas e na vida real.

Primeiro, porque se estima que 500 crianças tenham sido roubadas de mães seqüestradas. Desse total, 104 conseguiram recuperar suas identidades. Como se isso não bastasse, Ernestina Herrera, proprietária do jornal Clarín, um dos maiores da Argentina, é acusada de ter adotado dois deles. O caso se arrasta há mais de dez anos.



quarta-feira, 1 de junho de 2011

"Tropa de Elite2" e "O Segredo dos seus Olhos" levam o 'Oscar'

"Tropa de Elite 2" é o grande vencedor do 10º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, em cerimônia realizada no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, na noite desta terça (31). O longa-metragem brasileiro de maior bilheteria em 2010 conquistou os principais prêmios da noite - melhor filme, direção (José Padilha) e ator (Wagner Moura) - em um total de nove troféus. "Tropa" liderava a disputa com outro sucesso de bilheteria,"Chico Xavier", que terminou a noite com três prêmios. ( lista completa )

Mais no G1
Melhor longa-metragem:
- "Tropa de Elite 2" ; Voto popular - "Tropa de Elite 2"
Melhor documentário:
- " O Homem que Engarrafava Nuvens"; Voto popular - " Dzi Croquetes"
Melhor longa-metragem estrangeiro:
- " O Segredo dos seus Olhos", de Juan José Campanella
Melhor direção:
- José Padilha - "Tropa de Elite 2"
Melhor atriz:
- Glória Pires - "Lula, o Filho do Brasil"
Melhor ator:
- Wagner Moura - "Tropa de Elite 2"
Melhor atriz coadjuvante:
- Cássia Kiss - "Chico Xavier"
Melhor ator coadjuvante:
- André Mattos - "Tropa de Elite 2" e Caio Blat - " As Melhores Coisas do Mundo"



segunda-feira, 30 de maio de 2011

Revolución, el cruce de los andes

por Gisele Teixeira, Aquí me quedo

Juro para vocês que não estava muito animada a assistir Revolución, el cruce de los Andes, sobre a façanha libertadora do general San Martin. Mas confesso que adorei!

O homem sobre o cavalo na Praça San Martin ganhou outros contornos na minha cabeça a partir de ontem.

Aqui, tem gente que gostou, gente que não. Para mim foi uma aula mais de história, muito interessante. Meu único “senão” é que os jornalistas aparecem sempre como uns boludos. Fazer o que…

Revolución está ambientada em 1880,em Buenos Aires. Em uma pensão, um jornalista entrevista um dos últimos homens vivos que cruzaram os Andes junto com San Martin. É Manuel Esteban de Corvalán, que na época tinha 15 anos e que, por saber ler e escrever, foi um dos secretários do general. A partir de suas memórias, se desenrola o roteiro.

O filme é protagonizado por Rodrigo de la Serna, conhecido dos brasileiros pelo papel de Alberto Granado, companheiro de Che Guevara, no filme Diários de Motocicleta. E é a primeira grande produção argentina, de fato, que vejo, com cenas aéreas da Cordilheira dos Andes e equipe de produção de mais de 100 técnicos, atores e extras.

Foi produzido pela Televisão Pública, canal Encuentro e INCAA, com o apoio da televisão Espanhola (TVE) e do governo da província de San Juan. No site  se pode encontrar muita informação sobre o filme, baixar fotos, ver trailers e obter material para se trabalhar em classe. 

A produção, que estreou no início do mês, chegará também às escolas públicas e, a partir do mês que vem, a todos os espaços INCAA do país.

Deixo vocês com o trailer e o making off.




segunda-feira, 23 de maio de 2011

"Las Acacias", um argentino premiado em Cannes

por Gisele Teixeira, Aquí me quedo

O filme argentino "Las Acacias",  primeiro longa de Pablo Giorgelli, conquistou neste domingo (22) o prêmio Câmera de Ouro do Festival de Cannes. A película, que formou parte da Semana da Crítica, descreve a relação que é criada ao longo dos1.500 km de uma estrada entre um caminhoneiro introvertido e a mulher que ele leva, com sua filha no colo, do Paraguai até Buenos Aires. É a primeira vez que a Argentina ganha este prêmio desde que ele foi instituído, em 1978.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

"O Homem ao Lado" estreia na sexta ( "El Hombre de al Lado" )




O argentino "El Hombre de al Lado", mais um filme de boa bilheteria por lá, tem estreia prevista para a próxima sexta por aqui. Narra o conflito de dois vizinhos, Leonardo, um bem sucedido arquiteto, e Vitor, o espaçoso vizinho que num belo um dia resolve abrir uma "janela" na sua casa em busca de mais raios de sol.

A película foi premiada em vários festivais, inclusive Melhor Fotografia no Sundance deste ano. "El hombre de al Lado" tem uma atração extra para que curte arquitetura, pois foi integralmente filmado na Casa Curutchet, dada como a única construída pelo famoso arquiteto suiço-francês Le Corbusier na América Latina.

Aqui a entrevista do diretor Gastón Duprat ao site La Latina, especializado em cinema latino-americado.




segunda-feira, 9 de maio de 2011

"Abutres" nas locadoras

Para algunas cosas temos que tirar o chapéu aos argentinos, doce de leite, carne, a média dos vinhos nacionais, e a facilidade com que o ator Roberto Darin move-se diante de uma câmera.
É assim em “Abutres”, que agora chega às locadoras, depois de curta carreira em salas comercias brasileiras, apesar de “estar” no Brasil desde o Festival do Rio de Janeiro do ano passado.
“Caranchos” são os advogados que farejam acidentes ou perambulam por hospitais catando vítimas para “representá-las” diante de companhias de seguro. Ou então forjam acidentes “reais” para dividir as indenizações. Coisa do tipo receber 200 mil dinheiros e pagar 15 mil.
Tudo isso com a conivência, a proteção e participação da polícia, das administrações hospitalares, médicos, socorristas e demais autoridades envolvidas nessa ilegal e violenta cadeia produtiva. Isso é o que conta o diretor Pablo Trapero.
A película tem cerca de 70% de sua ação desenvolvida à noite, em sujas portarias de hospitais, agonizantes salas de emergência, postos de gasolina, cafés de beira de estrada. O que permite ao diretor uma boa iluminação, captada por uma segura “câmera na mão”.

“Abutres” fica na fronteira do sombrio. Esqueça a charmosa Buenos Aires de Puerto Madero. Prepare-se para trafegar por uma periferia violenta, suja, decadente. Miserável para os padrões argentinos.
Também esqueça os famosos olhos azuis mais queridos do cinema argentino. Darin, como Sosa, provavelmente está no papel mais cafajeste da carreira. Ao seu lado, Martina Gusman, como Luján, uma médica jovem, inexperiente e também problemática.
Gusman, mulher e sócia do diretor, tem apenas outros dois filmes na carreira. Não compromete, mas precisa de mais estrada. Componente do júri de Cannes deste ano, além da pouca experiência, tem algum problema na arcada dentária que a faz parecer que está sempre mascando chiclete.
“Carancho” é um pouco lento no primeiro terço, consome um tempo desnecessário para introduzir o assunto, depois assume seu ritmo crescente de tensão e violência, culminantes na última cena. Tem poucos momentos para respirar.

domingo, 1 de maio de 2011

"Ernesto Sábato, mi padre"


Mario Sábato, cineasta filho do mestre argentino morto sábado, aos 99 anos, no ano passado concluiu um documentário sobre o pai. "Fiz um filme que só eu poderia ter feito", disse Mario ao lançar a película, montada com depoimentos, velhos filmes caseiros, documentos e fotos familiares.

Ernesto, escritor e artista plástico, socialista, reconhecido defensor dos direitos humanos, destacou-se também como presidente da Comissão Nacional sobre Pessoas Desaparecidas. 

Uma de suas obras consideradas marcantes foi "Informe Sábato", sobre os horrores praticados pela ditadura militar argentina entre os anos 1976 e  1983. Costumava dizer que a arte o salvou do suicídio