sexta-feira, 29 de junho de 2012

"A Casa Silenciosa", 88' em sequência única

Os admiradores de suspense e terror, em julho, previsto para o dia 20, vão poder curtir uma película que os produtores garantem ser “diferente de tudo que você já viu”.

Trata-se de “A Casa Silenciosa”, uma refilmagem ao estilo Hollywood para “A Casa”, um filme uruguaio que deu muito bem o que falar no Festival de Cannes 2010.

Hollywood está anunciando o seu como “uma experiência do medo em tempo real”. Isso porque “A Casa Silenciosa”, em seus 88 minutos de duração, foi filmado em sequência única, sem cortes de edição do primeiro ao último susto.

A história conta o que aconteceu quando um pai, interpretado por Adam Trese, e a filha, por Elizabeth Olsen, decidem reformar a casa de campo que há tempos não é usada pela família.

“A Casa” (La Casa Muda), de Gustavo Hernández, é baseado em uma história real, e foi o escolhido para representar o Uruguai no Oscar de 2011. Tem dez minutos menos e custou míseros, em se tratando de cinema, US$ 6 mil, também filmado em una única toma continuada. “A Casa Silenciosa” é dirigido por Laura Lau e Chris Kentis.






Cemitério da Recoleta, assim nas telas como na terra

Tierra de los Padres, filme sobre o Cemitério da Recoleta

por Gisele Teixeira, Aquí me quedo

Tem mais de um ano que espero a chegada deste filme aos cinemas. Pode ser visto a partir do dia 5 de julho, na sala Leopoldo Lugones.

Depois de sua estréia mundial com sucesso, em Toronto, no ano passado, a película sofreu um certo rechaço em vários festivais e não participou, por exemplo, do Bafici.

O filme conta o enfrentamento de duas versões da história argentina: a dos vencedores e a dos vencidos. Com a particularidade de que o faz por meio de um espaço concreto e simbólico ao mesmo tempo: o Cemitério da Recoleta, no qual repousam juntos os que no passado lutaram em lados opostos.

Esse recorrente enfrentamento (ainda hoje presente) é posto em cena através de citações lidas junto às tumbas, dando lugar a uma espécie de “diálogo de mortos” que vai debulhando a história.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Os lançamentos de Julho

6 de julho
- “Os Acompanhantes” (EUA/França), de Shari Springer Berman e Robert Pulcini.Comédia. Elenco: Kevin Kline, Paul Dano, John C. Reilly, Katie Holmes. Acompanhante de viúvas ricas de Nova York decide fazer de um jovem escritor seu pupilo.

- “Até a Eternidade” (França),de Guillaume Canet. Comédia. Elenco: François Cluzet, Marion Cotillard, Jean Dujardin. Mesmo após um evento traumático, amigos decidem manter as férias anuais na praia.A culpa e a amizade levadas até as ultimas conseqüências, faz que eles confessem mentiras contadsd uns para os outros.

- “Beaufort” (Israel), de Joseph Cedar. Drama. Elenco: Alon Aboutboul, Adi Adouan, Yaakov Ahimeir, Guy Apriat. No sul do Líbano, o Castelo de Beaufort, em 2000, após 18 anos de ocupação, deixa de ser ocupado por Israel e um jovem soldado é eleito o último comandante.
- “Headhunters” (Noruega/Alemanha), de Morten Tyldum. Ação. Elenco: Aksel Hennie, Nikolaj Coster-Waldau, Julie R. Ølgaard, Joachim Rafaelsen. Caçador de recompensas arrisca tudo para conseguir uma valiosa pintura que pertence a um ex-mercenário.

- “A Guerra dos Botões” (França), de Yann Samuell. Drama. Elenco: Eric Elmosnino, Mathilde Seigner, Alain Chabat. Nos anos de 1960, crianças de aldeias rivais travam emocionantes batalhas nos campos do sul da França.

- “O Espetacular Homem-Aranha” (EUA), de Marc Webb. Aventura. Elenco: Andrew Garfield, Emma Stone, Sally Field, Martin Sheen. Nova aventura do popular super-herói.

- “Histórias que só Existem Quando Lembradas” (Brasil), de Júlia Murat. Drama. Elenco: Lisa Fávero, Sonia Guedes, Ricardo Merkin. Jotuomba é um pequeno vilarejo em que ninguém morre há muito tempo e o cemitério está trancado com cadeado. Cada habitante cumpre sua função e assim seguem os dias. É assim até a chegada de Rita, uma jovem da cidade.

- “Minha Irmã” (França/Suiça), de Ursula Meier. Drama. Elenco: Kacey Mottet Klein, Léa Seydoux, Martin Compston, Gillian Anderson. Um garoto sustenta a irmã roubando clientes de uma estação de esqui na Suiça. Urso de Prata no Festival de Berlim 2012.

- “Movimento Browniano” (Holanda), de Nanouk Leopold. Drama. Elenco: Sandra Huller, Dragan Bakema, Sabine Timoteo. Charlotte e Max vivem com o filho em Bruxelas. Max descobre a mulher se relaciona com alguns pacientes e coloca o relacionamento em teste. Uma mudança para Índia parece ser a solução, mas o passado continua atormentado-os.

13 de julho
- “13 Assassinos” (Japão/Reino Unido), de Takashi Miike. Ação. Elenco: Kôji Yakusho, Takayuki Yamada, Yûsuke Iseva. Grupo de assassinos se junta em uma missão suicida para matar um senhor do mal.

- “Bem Amadas” (França, Reino Unido, República Checa)de Christophe Honoré. Drama. Elenco: Catherine Deneuve, Louis Garrel, Chiara Mastroianni, Ludivine Sagnier. Na Paris de 1960 até a Londres nos anos 2000. A história de vida de Madeleine (Catherine Deneuve e Ludivine Sagnier) e sua filha Vera (Chiara Mastroianni), abordado o relacionamento delas com os homens de suas vidas. Busca responder como resistir à passagem do tempo e resolver os mais profundos sentimentos?

- “Chernobyl” (EUA), de Bradley Parker. Horror. Elenco: Jesse McCartney, Ingrid Bolso Berdal, Jonathan Sadowski. Seis turistas contratam um guia de turismo extremo para levar-los a cidade fantasma de Pripyat, que abrigava os trabalhadores de Chernobyl. Durante o passeio percebem que não estão.

- “Na Estrada” (Brasil/França), de Walter Salles. Aventura. Elenco: Kristen Stewart, Sam Riley, Garrett Hedlund, Kirsten Dunst. Adaptação do clássico homônimo de Jack Kerouac sobre dois amigos que cruzam os Estados Unidos.

20 de julho
- “Além da Liberdade” (Espanha), de Luc Besson. Romance. Elenco. Michelle Yeoh, David Thewlis, William Hope. História de amor ambientada na Birmânia, durante o movimento pela democracia.

- “Armadilha” (Eua/Canadá), de David Brooks. Suspense. Elenco: Alice Eve, Josh Peck, Brian Geraghty. Três amigos ficam presos em um caixa eletrônico e têm que lutar para se defenderem de um homem que tenta atacá-los.

- “A Casa do Silêncio” (EUA/França), de Chris Kentis e Laura Lau. Terror. Elizabeth Olsen, Adam Trese, Eric Sheffer Stevens. Sozinha em uma casa de campo, jovem mulher se vê incapaz de entrar em contato com o resto do mundo, em meio a eventos sinistros.

- “Elles” (França/Polônia/Alemanha), de Malgorzata Szumowska. Drama. Elenco: Juliette Binoche, Anaïs Demoustier, Joanna Kulig. Uma investigação sobre a prostituição entre jovens estudantes para financiar seus estudos universitários.

- “Menos que Nada” (Brasil), de Carlos Gerbase. Drama. Elenco: Felipe Kannenberg, Branca Messina, Rosane Mulholland e Maria Manoella. Doente mental há dez anos num hospital psiquiátrico, esquecido pela família, amigos e pela sociedade.

- “Tudo que Eu Amo” (Polônia), de Jacek Borcuch. Comédia. Elenco: Mateusz Kosciukiewicz, Olga Frycz, Jakub Gierszal, Andrzej Chvra. Quatro amigos tentam montar uma banda de punk rock, mas as diferentes realidades dos integrantes são afetadas pela crise social europeia.

- “Valente” (EUA), de Mark Andrews. Animação. Vozes: Emma Thompson, Kelly Macdonald, Billy Conelly, Kevin McKidd. Uma princesa escocesa desafia seus pais e põe em risco todo o seu reino.

27 de julho
- “Aqui é o Meu Lugar” (EUA), de Paolo Sorrentino. Drama. Elenco: Sean Penn, Frances McDormand, Judd Hirsch, Eve Hewson. Astro do rock aposentado decide procurar um criminoso nazista da Segunda Guerra Mundial, executor de seu pai, refugiado nos Estados Unidos.

- “A Arte da Conquista” (EUA), de Gavin Wiesen. Drama. Elenco: Freddie Highmore, Emma Roberts, Sasha Spielberg. George é um adolescente solitário que chegou ao último ano do colégio sem nunca ter tido um verdadeiro dia de trabalho. Ele faz amizade com Sally, uma garota popular, mas complicada que encontra nele sua alma gêmea.

- “Batman: O cavaleiro das trevas ressurge” (EUA), de Christopher Nolan. Aventura. Elenco: Christian Bale, Joseph Gordon-Levitt, Tom Hardy, Anne Hathaway. Continuação de Batman – O cavaleiro das trevas.

- “Beije-me Outra Vez” (Italia), de Gabriele Muccino (Petrini). Drama. Elenco: Stefano Accorsi, Pierfrancesco Favino, Valeria Bruni Tedeschi. Carlo e seus amigos se reencontram após dez anos. A ocasião fortalece seus laços afetivos, desvenda novos relacionamentos e reacende antigas paixões.

- “Juntos Para Sempre” (Argentina), de Pablo Solarz.Comédia. Elenco: Malena Solda, Peto Menahem, Florência Pena, Mirna Busnelli. Os conflitos entre um roteirista obcecado com seu trabalho e suas relações amorosas.

Sem data
- “Amor em Pedaços” (Espanha), vários diretores. Romance. Elenco: Marcel Borras, Saras Gil e Artur Busquets. 13 cineastas iniciantes narram episódios da história de amor entre dois estudantes em intercâmbio. Sun e Lucas terão que voltar a seus respectivos países, de modo que seu amor tem uma data de vencimento.

Informações
Filme B

Scarlett Johansson: US$ 66 mil por fotos vazadas

Scarlett Johansson pode receber indenização de US$ 66 mil por fotos vazadas

Promotoria recomenda ainda pena de seis de prisão para hacker que invadiu computadores de mais de 50 celebridades

LOS ANGELES — Promotores federais recomendaram uma pena de seis anos de prisão para Christopher Chaney, que se declarou culpado de hackear contas de email e publicar fotos íntimas de celebridades como Christina Aguilera, Mila Kunis e Scarlett Johansson.

O governo americano propõe ainda que Chaney, de 35 anos, pague indenizações de US$ 66.179,46 para Scarlett Johansson, US$ 7.500 para Christina Aguilera e US$ 76.767,35 para a atriz Renee Olstead, entre outras.

O advogado Ellyn Garofalo disse ao Hollywood Reporter que os valores podem ser referentes ao valor gasto pelas celebridades com advogados para tentar retirar as fotos da internet. Garofalo também cogita a hipótese da indenização representar os ganhos que Chaney teve com as vendas das fotos, mas o hacker sempre negou que tenha vendido o material e a polícia não encontrou evidências em contrário.


Continua O Globo

CineLUX: Scarlett: "quero minha privacidade de volta"


CineLUX: Advogado confirma nudez de Scarlett


CineLUX: Johansson nua é o assunto do dia

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Para Meirelles, filmes em português não têm futuro

O jornal O Povo, de Fortaleza, publica hoje uma boa entrevista com o cineasta Fernando Meirelles, onde o diretor de vários projeto bem-sucedidos, aqui e lá fora, fala sobre seus próximos trabalhos e conta que chegou a pensar em parar de filmar.

Entre outras coisas, acha que o cinema brasileiro falado em português sempre terá dificuldades para conquistar mercados internacionais em função da barreira da língua.

OPOVO - Você acha que a internacionalização é um caminho para nosso cinema?

Meirelles - Não, o cinema brasileiro nunca vai ser internacional se ele for falado em português. A gente saiu para fazer filmes em outra língua, aí funciona. No meu caso é uma oportunidade. Se eu quiser fazer um filme no Brasil eu tenho um grande esforço para levantar o financiamento, se o filme fizer um sucesso incrível vai fazer dois milhões de espectadores, dois milhões e meio se eu acertar na mosca. Enquanto que para fazer um filme internacional, se eu tiver qualquer ideia que funcione para o mercado, eu consigo financiar em 15 dias e se o filme for um fracasso ele vai fazer 20 milhões de espectadores. Esse filme que eu fiz agora, o 360, é um filme pequeno, mas antes de rodar ele já estava vendido para 40 países! Então, essa parte dura do cinema, de você levantar financiamento, de você conseguir por o filme na tela, quando você faz filme fora isso já está resolvido, para mim pelo menos. Essa é a vantagem. Como diretor eu só tenho que pensar na direção, não preciso me preocupar em como é que vai chegar, como eu vou promover, como é que vou vender...

Continua
O Povo

sábado, 23 de junho de 2012

Woody Allen ameaça filmar no Rio

No lançamento de "Roma"
Novo longa de Woody Allen estreia no Brasil e cineasta fala da possibilidade de filmar no Rio

O Globo

‘Para Roma, com amor’ começa a ser exibido nos cinemas brasileiros na próxima semana

LOS ANGELES - O endereço é dos mais improváveis para se encontrar Woody Allen. O hotel cinco estrelas localizado na boca da Rodeo Drive tem como principal pedigree cinematográfico ter servido de cenário para "Uma linda mulher", com Julia Roberts.

O cineasta nova-iorquino por excelência começa a filmar nas próximas semanas em São Francisco e, às vésperas do lançamento de "Para Roma, com amor" nos cinemas brasileiros (no dia 29), parece pouco confortável na outra capital informal da Califórnia, inquieto em uma suíte de fundos, estrategicamente sem vista para as palmeiras da North Beverly Drive. Com algum esforço, pode-se até imaginar a ponte da Rua 59 logo ali ao lado e que Diane Keaton vai surgir a qualquer momento pelos corredores do Beverly Wilshire.

— Sou um nostálgico urbano, sofro de insatisfação geográfica crônica. Se estou em Nova York, sinto uma falta imensa de Paris. Mas basta passar uns dias na França para morrer de saudade de Manhattan. Sempre imagino que, se estivesse em um outro lugar, as coisas seriam melhores na minha vida. Mas a realidade, quando chego ao próximo destino, me desmente de imediato.

Allen passou a maior parte da última década em um doce exílio europeu. A dificuldade em financiar filmes em um cenário sufocado pela ditadura dos blockbusters de Hollywood o levou a Londres ("Ponto final — Match point"; "Scoop — O grande furo"; "O sonho de Cassandra" e "Você vai conhecer o homem dos seus sonhos"), Barcelona ("Vicky Cristina Barcelona"), Paris ("Meia-noite em Paris") e Roma. A próxima parada, depois da aventura californiana, ainda pode ser o Rio, opção aventada em outubro de 2009, quando seus produtores estiveram na cidade checando possíveis locações:

— Filmar no Rio é uma possibilidade real. Filmes demoram para sair do papel, mas os produtores, inclusive minha irmã, ficaram muito bem impressionados com a cidade. Na nossa lista de possibilidades para os próximos anos, o Rio está no posto mais alto do pódio. 

Continua O Globo


CineLUX: Crítica italiana destrói 'To Rome with love'


sexta-feira, 22 de junho de 2012

Juliette Binoche em "Elles" causa polêmica

Juliette em "Elles" - divulgação
do El País
por Carlos Boyero

Juliette Binoche en ‘Ellas’: bella... inane*
Observar y escuchar en la pantalla a esta mujer tan hermosa y sofisticada siempre es un placer, incluso cuando no te interese mucho lo que tenga que hacer y que decir

Juliette Binoche es una de las escasas actrices europeas en posesión de los atributos de las grandes estrellas estadounidenses. Su presencia garantiza un público notable y fiel independientemente de la calidad del producto, aunque sabes que ella siempre va a ser exigente en la elección de guiones y directores. A veces, demasiado, para mi gusto.

Me explico: si me cuentan que popes del cine oriental con presunta y permanente etiqueta artística, directores de culto ( para otros, yo no profeso ninguna religión) como el taiwanés Hou Hsiao-hsien y el iraní Abbas Kiarostami van a rodar por primera vez en Europa, puedo apostar a ciegas que la protagonista de esas películas será Juliette Binoche. A esta exquisita dama tambien la enamoran los vanguardista líricos y locos como el insoportable Leos Carax. Y creo recordar que comenzó con el gurú Godard, ese señor que no hace vulgares películas sino indescifrables poemas fílmicos, en Yo te saludo, María.

En cualquier caso, observar y escuchar en la pantalla a esta mujer tan hermosa y sofisticada siempre es un placer, incluso cuando no te interese mucho lo que tenga que hacer y que decir. Y además de reconocer una y otra vez que estoy ante una gran actriz, con frecuencia me enamora. No era extraño que Irons enloqueciera por ella, la mujer de su hijo, en la abrasiva Herida. Y deseas con toda tu alma que sobreviva a la perdida y a la depresión extrema en Azul. Y envidias al introvertido sij que desactiva bombas en El paciente inglés cuando esa mujer preciosa descubre que está colgada con él.

El infalible imán para ver Ellas se llama Juliette Binoche, ya que no sé nada de la directora polaca Malgoska Szumowska. Lo peor es que después de haber tomado contacto con su expresividad creativa, no siento la menor curiosidad ni por su cine anterior ni por el futuro. No capto los entresijos del alma que pretende retratar esta directora y tampoco hay nada en sus lenguaje que me atraiga o me perturbe.

Continua
El País





deste blog: “Elles” ( ou "Sponsonring", patrocínio em tradução livre para o português ) é um retrato da prostituição na Polônia, particularmente entre estudantes para financiar a escola, assinado pela diretora polonesa Malgoska Szumowska. Foi selecionado para inaugurar a mostra Panorama da 62ª edição do Festival de Berlim. A estreia no Brasil está prevista para o dia 20 de julho.

Aqui "Juliette Binoche ao natural", uma ótima matéria do jornal Valor Econômico, com uma entrevista idem com a atriz, que não foge dos temas, e cenas, polêmicos do filme. Nesta matéria, a atriz e o filme não têm nada de "fútil" (* inane).

Festival de Veneza restaura 10 filmes raros

O Festival de Veneza, para comemorar os 80 anos da mostra, restaurou 10 filmes raros, sendo sete longas, selecionados com base em critérios de raridade, encontrados nas Coleções Históricas da Bienal de Arte Contemporânea (ASAC).
Na correta opinião dos organizadores, historiadores e pesquisadores, “os filmes depositados na ASAC ao longo dos anos são uma herança preciosa. Em muitos casos, cópias únicas de filmes considerados perdidos, ou versões que diferem das cópias distribuídas comercialmente”.
O presidente da Bienal, Paolo Baratta comemorou: "Estou particularmente feliz de anunciar que o Festival, graças à iniciativa de Alberto Barbera, agora tem um projeto que aumenta o nosso arquivo, o seu patrimônio e as suas responsabilidades".
Barbera é o diretor do Festival de Cinema, que este ano ocorre no final de agosto. La Biennale di Venezia, dirigida atualmente Baratta, é uma atividade permanente, reunindo ainda, teatro, dança, música e arquitetura.   
Os selecionados:
- “Poslednjaja noc” (“A Noite Passada”), de Yuly Jakovlevic Rajzman (URSS,1936). Sinopse oficial: um dos diretores soviéticos "oficiais", mostra a Revolução de Outubro através das histórias entrelaçadas de duas famílias, uma trabalhadora e a outra de classe média em apenas uma noite, a da noite passada no mundo antigo e a "primeira noite" do novo.
- “Dieu um besoin des hommes”, de Jean Delannoy (França,1950). Os habitantes da ilha selvagem de Seil, no Atlântico, vivem a necessidade intensa de espiritualidade em formas não convencionais. É o filme com o qual Delannoy foi reconhecido internacionalmente e para quem foram atribuídos vários prêmios.



 - “Genghis Khan”, de Manuel Conde e Lou Salvador (Filipinas,1950). Rocambolesco filme de aventura rodado em exuberantes ambientes naturais, com poucos recursos, também dirigido por Manuel Conde, figura proeminente do cinema filipino.
 - Il brigante” (The Brigand), de Renato Castellani (Itália,1961). A cópia, com 30 minutos a mais, é o único vestígio da versão original do filme. Depois de Veneza foi cortado pelo fabricante por razões comerciais. Baseado no romance de Giuseppe Berto, conta a história de um camponês da Calábria, cuja propriedade foi ocupação, injustamente acusado ​​de assassinato.
- “Free at Last”, de Gregory Shuker, James Desmond e Nicholas Proferes (EUA, 1968). Produzido para a televisão pública dos EUA (PBS), com o estilo documentário do cinema ‘verité”, mostra a marcha, sobre Washington, de Martin Luther King em 1968, interrompida pelo seu assassinato brutal. A cópia da ASAC é a única original do mundo.



- Pagine chiuse” (“Páginas Fechadas”), por Gianni Da Campo (Itália,1968). Injustamente esquecido, resume o clima intimista dos protestos da juventude daqueles anos. Feliz estreia no cinema do diretor e escritor Gianni Da Campo. Apresentado em Veneza, em 1968, a partir de grande controvérsia. Em seguida, ganhou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes do próximo ano.
- “Stress es-tres-tres”, de Carlos Saura (Espanha, 1968). Um road movie que se aprofunda nas fantasias de um casal moderno, com um estilo original seco e sonhador, ao mesmo tempo. Um dos primeiros filmes de Saura, com Geraldine Chaplin, parceira de vida, por muitos anos, do grande diretor espanhol.
- Pytel blech” (A Bagful of Fleas), de Vera Chytilová (Checoslováquia,1963). A tristeza diária, o vazio da existência e a retórica do comunismo educacional a partir de um albergue da juventude. Documentário com ideias irônicas e grotescas, um dos primeiros trabalhos de Chytilová, figura-chave na onda dos anos 60 do cinema novo da Checoslováquia. Cópia única no mundo.
 - Zablácené mesto” (Mud-covered City), de Václav Taborsky (Checoslováquia,1963). Em um bairro novo em construção, em Praga, evitar a lama é a principal preocupação dos cidadãos. Uma fantasia irônica e ambígua - e às vezes absurda -, sobre o desenvolvimento urbano e as políticas sociais na Tchecoslováquia dos anos sessenta.
 - Ahora te vamos a Llamar Hermano”, de Raoul Ruiz (Chile,1971). Um testemunho da primeira Lei que Salvador Allende proclamou em favor dos índios Mapuche, com todos os direitos cidadãos. Expressões de alegria e discursos dos índios, mostrados com talento visual e gosto pela experimentação do mestre do cinema chileno Raoul Ruiz. A única cópia sobrevivente.
A exibição e a restauração foram possíveis graças à colaboração de várias instituições e empresas italianas e estrangeiras, e vale apena citá-las como exemplo: Arquivo de Cinema italiano em Milão, Bolonha Film Archive, Centro Experimental de Cinematografia de Cinema-Biblioteca Instituto Nacional de Luz e Mediaset "Itália e Gosfilmfond (Moscou), Filmoteca Española (Madrid), Paramount (Los Angeles), CNC-Centro Nacional de Cinematografia (Paris), Cinémathèque Française (Paris), Film Conselho de Desenvolvimento das Filipinas (FDCP, Manila), British Film Institute (Londres), Narodni Filmovy archiv (Praga) e Wnet New York Public Media.
Todos os filmes restaurados permanecem de propriedade da Biennale.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

"O Garoto da Bicicleta", não perca.

O lançamento não é recente, a estreia foi no Festival de Cannes 2011, onde foi premiado, e no Brasil no final do ano passado. Está nas locadoras há pouco mais de um mês e trata-se do muito bom "O Garoto da Bicicleta".

Para quem gosta de interpretações de crianças ou adolescentes, o desempenho de Thomas Doret, o personagem principal, do menino Cyril, de 12 anos, abandonado pelo pai em um internato, é de "gente grande".

De memória, a cena da pia (foto) é uma das mais inspiradas do cinema recente.

Cyril alterna momentos de platitude com terríveis acessos de raiva, auto-flagelo e revolta. É salvo, ao acaso, pelo carinho de uma desconhecida, Samantha, interpretada por Cécile de France, uma solitária cabelereira de uma pacata cidadezinha do interior da França.

Não é um filme superficial e que se vê sem prestar a atenção. Foi o vencedor do Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes 2011 e figura sempre na listas de melhores filmes deste ano. Foi dirigido pelo irmãos belga Jean-Pierre e Luc Dardenne, especialistas no gênero dramas familiares.

Se és um retardatário como eu, não tem problema com bons "dramas", e ainda não viu, passe na locadora. Pedalando, de preferência.

Porta Curtas em ritmo de Rio+20


Lula e Dilma prestigiaram a Rio+20 (foto Instituto da Cidadania) 
 Em tempos de Rio + ou - 20, o site Porta Curtas selecionou alguns que lembram o tema.

O que dizem os organizadores:

Na semana em que os olhos do mundo voltam-se para o Brasil por conta da Rio + 20, o Porta Curtas selecionou filmes que se lançam para a reflexão acerca dos contrastes entre o progresso das grandes cidades e as diferentes maneiras de se habitar o mundo através do desenvolvimento sustentável.

Em um momento de grande efervescência sócio-cultural, marcado pelo encontro entre indígenas, chefes de estado, militantes e cidadãos de toda parte do planeta, o sentimento que pauta a conferência atravessa todas as diferenças e se torna um só: o desejo por um mundo melhor para se viver.

Entre os destacados estão "Copo de Leite", classificado como érotico, de gênero experimental, dirigido por William Cubits Capela. No elenco Hermila Guedes, Karen Black e Keira Myiata

Sinopse oficial: O filme flerta com o universo feminino e se lança na natureza numa busca que movimenta riachos, regaços, marés, seios, leite, árvores, umidade, pernas e profundas inquietações.

"Copo de Leite"

O comercial cinema argentino, ao contrário do Brasil


"Alô, alô carnaval", com Aurora Miranda (1936)
 Uma indústria ‘a media luz’

Cinema argentino optou pela via comercial, ao contrário do Brasil, que se ligou ao Estado e ainda vive na dependência de ajuda oficial

CARLOS HAAG
Revista da FAPESP - Edição 196 - Junho de 2012

Em Pneumotórax, Manuel Bandeira, após se descobrir doente e lamentar “a vida inteira que podia ter sido e que não foi”, ouve do médico a sentença: “A única coisa a fazer é tocar um tango argentino”. Talvez, hoje, o cinema nacional não chorasse “o que podia ter sido” se tivesse, como os portenhos, nos anos 1930, apostado menos nas benesses do Estado e mais num similar local do “tango argentino”.

“Entre 1933 e 1942, o cinema argentino, com seus musicais populares baseados no tango e no melodrama, viveu la epoca de oro, não apenas subsistindo no seu próprio mercado, enfrentando e se diferenciando da concorrência de Hollywood, como avançou sem a interferência do Estado. A mesma década, no Brasil, como escreveu o crítico Alex Viany, foi simplesmente ‘ingrata’, apesar, ou por causa, do protecionismo estatal”, observa Arthur Autran, professor do Departamento de Artes e Comunicação da Universidade Federal de São Carlos (UFScar) e autor da pesquisa Sonhos industriais: o cinema de estúdio no Brasil e na Argentina (1930-1955).

De início, nos dois países, as oportunidades para a criação de uma indústria cinematográfica eram semelhantes, mas os resultados foram muito diferentes. “O Brasil tinha uma produção numericamente razoável que entrou rapidamente numa decadência que se manteve até o fim da Segunda Guerra Mundial. Já a Argentina teve um aumento paulatino da sua produção e atingiu números expressivos: entre 1930 e 1940, o número de filmes de longa metragem passou de 2 para 56, recorde inigualável, numa indústria que reuniu 4 mil técnicos e atores em 30 estúdios”, diz Autran.

Lá, como aqui, a chegada do cinema sonoro animou os produtores, que apostaram na existência de um público para o filme nacional. Afinal, os talkies americanos, que eram apresentados em inglês, demoraram dois anos para se adaptar ao mercado internacional com legendas e dublagens e atingir um público maior que, até então, não compreendia os filmes por não dominar a língua em que eram feitos. Além disso, a maioria dos exibidores não tinha capital para investir em equipamentos sonoros.

“Era uma oportunidade única e os produtores brasileiros e argentinos, após as décadas do marasmo artesanal do cinema mudo, se movimentaram para criar uma indústria nacional, nos moldes de Hollywood, mas adaptada ao gosto local”, diz o pesquisador. Falava-se mesmo que era “dever pátrio” impedir a “desnacionalização” das culturas nacionais, ameaçadas pelos talkies ianques. No Brasil, a “cruzada” levou à criação da Cinédia, por Adhemar Gonzaga, da Sonofilms, por Alberto Byington, ambas em 1930, e da Brasil Vita Filmes, de Carmen Santos, em 1933. Na Argentina, propiciou a criação da Argentina Sono Film (1931), a Lumiton (1933) e a Rio de La Plata (1934).

Continua Revista da Fapesp ( dica preciosa Aquí me quedo )

terça-feira, 19 de junho de 2012

A música, a dança e o cinema, Fred Astaire

Astaire e Girger Rogers
Na próxima sexta-feira, 22, faz 25 anos da morte de Frederick Austerlitz que, apesar do nome, era norte-americano de nascimento. Filho de pai austríaco e mãe alemã, Fred Astaire encantou gerações e gerações de apreciadores da música, da dança e do cinema, tudo junto incluído.

Nascido em Omaha, em 10 maio de 1899, consta, em suas diversas biografias disponíveis na nuvem, que pisou em um palco aos cinco anos de idade, ao lado da irmã mais velha, Adele. No cinema chegou aos 16 anos, mas levou aproximadamente outros 15 anos para deslanchar ao lado de grandes nomes, como Joan Crawford e Ginger Rogers, com quem formou parceria durante vários anos e 10 filmes.

Em 1949, ganhou um Oscar especial por seu desempenho e contribuição aos musicais. Em 1968, tentou interpretar papéis dramáticos e deixou os musicais de lado. Fã de corridas de cavalos, em 1980, sete anos antes de morrer em Los Angeles, casou-se com uma jóquei 35 anos mais jovem, Robbin Smith.

Fred era um dançarino de verdade e exigia aparecer de corpo inteiro nos filmes, com a câmera acompanhando seus passos e coreografias. Sempre elegantemente vestido, influenciou fãs do mundo inteiro. Segundo o amigo e parceiro Gene Kelly, a dança no cinema começou com Fred Astaire.

No caso de grandes astros do cinema, melhor do que a literatura é apreciar algumas das suas grandes cenas. E notar, naturalmente, a igual categoria das suas parceiras. 








segunda-feira, 18 de junho de 2012

A "Gabriela" de la Braga e Mastroianni

Em dia de estreia de mais uma “Gabriela”, na Globo, nunca é demais lembrar do filme de Bruno Barreto, “Gabriela, cravo e canela”, onde o diretor brasileiro contou, literalmente, com as estrelas de Sonia Braga, Marcello Mastroianni, Tonico Bastos, Paulo Goulart, entre vários outros grandes nomes.

O filme, baseado na obra de mesmo nome escrita por Jorge Amado, se passa na Bahia de 1935, quando uma das maiores secas da história nordestina leva para Ilhéus a bela, pura, ingênua e por isso mesmo sensual, Gabriela. Sua beleza conquista a todos, particularmente seu Nacib, desempenhado por Mastroianni, dono do bar da cidade.




sábado, 16 de junho de 2012

Overdose de Daniel Oliveira

O astro que o cinema em peso disputa

O Globo

De gêneros e estilos variados, sete novos longas-metragens nacionais têm o mineiro Daniel de Oliveira como protagonista

RIO - Até 2013, sete longas-metragens brasileiros, de diferentes gêneros e estilos, vão chegar às telas tendo Daniel de Oliveira como protagonista. Pronto desde 2010, o thriller policial "Boca", de Flávio Frederico, será o primeiro a estrear, em 31 de agosto. Rodada na Itália, a coprodução luso-ítalo-brasileira "A montanha", de Vicente Ferraz, está em finalização, de olho numa vaga no Festival de Berlim, em fevereiro.

Filmado em maio, no Chile, "Romance policial", de Jorge Durán, tem sequências com o ator a serem rodadas em julho, no Rio. Daniel faz ainda este ano "Serra Pelada", de Heitor Dhalia (que ele estrela junto com Wagner Moura), e "Sangue azul", de Lírio Ferreira. No ano que vem, atua em "Órfãos do Eldorado", de Guilherme Coelho, e "O nome da morte", de Henrique Goldman.

— Deus me dê saúde — brinca o ator, mineiro de Belo Horizonte, que completa 35 anos nesta terça-feira, despontando na lista de atores mais disputados do cinema nacional.

Febre entre os piratas

Nem astros como Selton Mello e Wagner Moura têm hoje tantos filmes engatilhados quanto Daniel. Aos olhos dos cineastas, seu currículo cinematográfico impõe respeito seja na seara dos blockbusters — "Cazuza, o tempo não para", que o revelou em 2004, fez 3 milhões de pagantes —, seja no terreno dos filmes de invenção — "A festa da menina morta" deu a ele prêmios de melhor ator nos festivais de Gramado e do Rio em 2008.

Continua O Globo

Saudade do Carlão e a gafe de Ana Hollanda

por André Miranda 
O Globo
Não venho ao Blog do Bonequinho há meses porque sou um maldito relapso que inventa não ter muito tempo de sobra para breves comentários. Às vezes é verdade, mas às vezes, admito, sou mesmo um maldito enrolado que não consegue organizar a vida para dar conta dos compromissos. 

Só que aí, ontem, veio a notícia da morte do Carlão. E as desculpas pararam de ter sentido. 

Carlão foi Carlos Reichenbach, o cineasta brasileiro mais carinhoso com quem já conversei e certamente um dos mais talentosos. Numa entrevista que fiz com ele em 2007, Carlão disse: "O cinema é meu meio de expressão. Não é para ganhar dinheiro ou fazer carreira fora do Brasil. Meu próximo filme, por exemplo, parte da minha experiência com a morte. Vai ser sobre um cara que, no pós-operatório, começa a recuperar a liberdade do imaginário. Vai se chamar 'O mar das mulheres mortas'. Devo terminar o roteiro até fevereiro."
Infelizmente, Carlão não conseguiu filmar a tempo o projeto. Não sei se ele terminou o roteiro. Sei que fez outro, de "O anjo desarticulado", mas não tenho muitas informações sobre o que trata o projeto, nem se ele foi uma variação da ideia anterior. A morte perseguiu Carlão por muito tempo, com seus vários problemas e saúde. Era um assunto que surgia o tempo todo em suas conversas. 

Carlão também tinha um orgulho muito grande de sua carreira, de todas suas influências. E, internauta do jeito que era, ele estaria neste momento esmurrando seu teclado para escrever um post raivoso no Facebook depois de ler a nota de pesar enviada pelo Ministério da Cultura quando à sua morte. Assinada pela ministra Ana de Hollanda, a nota diz: "Um cineasta inquieto, vanguardista que, por trilhar caminhos menos usuais entre os cineastas tradicionais, foi tachado como autor de filme marginal e da Boca do Lixo." 
Continua O Globo

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Estreias da semana, com trailers

@ Estamos sozinhos no universo?

SÃO PAULO, 14 Jun (Reuters) - Se o cinema estiver certo, em 2093, os cientistas ainda não terão conseguido provar a existência do bóson de Higgs, uma partícula misteriosa, supostamente decisiva para a criação da vida. Notícias recentes dão conta de que pesquisadores estão próximos de comprovar sua existência. Mas em "Prometheus", novo no filme de Ridley Scott, os seres humanos terão de ir até outro planeta para descobrir a origem da vida na Terra. É nessa ficção científica que, mais de três décadas depois, o diretor inglês volta ao universo de "Alien - O Oitavo Passageiro" (1979) e investiga a hipótese de não estarmos sozinhos no universo. Mais



@ Pescando o amor impossível

SÃO PAULO, 14 Jun (Reuters) - Criar salmões no árido Iêmen, em plena Península Arábica? Exótica como pareça, a atividade é perfeitamente possível e é o pano de fundo do drama romântico "Amor Impossível", um título infeliz dado em português à produção britânica, que se chama no original "Salmon Fishing in the Yemen" (Pescando Salmão no Iêmen). Dirigido pelo sueco Lasse Hallström, uma espécie de diretor globe trotter --ou seja, pau para toda obra--, o filme atravessa algumas das camadas do livro original de Paul Torday, "A Pesca do Salmão no Iêmen", bestseller na Inglaterra e adaptado para a tela por Simon Beaufoy (vencedor do Oscar de roteiro em 2009 por "Quem Quer Ser um Milionário?"). Mais



@ As velhas traições ainda tentam

SÃO PAULO, 14 Jun (Reuters) - Roteirista do drama "Camisa de Força" (2005), do diretor inglês John Maybury, a iraniana Massy Tadjedin estreia na direção com uma história própria no drama romântico sobre traição "Apenas Uma Noite". A sorte da principiante começa com o forte quarteto de atores que conseguiu atrair a esta coprodução entre EUA e França: os ingleses Keira Knightley ("Um Método Perigoso") e Sam Worthington ("Avatar"), a norte-americana Eva Mendes ("Os Donos da Noite") e o francês Guillaume Canet. Em torno dos quatro, Massy arma uma trama sobre a tentação da traição. Mais



@ Os rios e igarapés do Amapá

SÃO PAULO, 14 Jun (Reuters) - O documentário "Expedição Viva Marajó", da diretora Regina Jehá, não tem pretensão maior que apenas lançar luz sobre uma das mais belas e pobres regiões do Brasil, o Marajó. O filme estreia em São Paulo e Rio de Janeiro na sexta-feira. Este que é o maior arquipélago fluviomarinho do mundo, com cerca de 500 mil habitantes que vivem praticamente isolados do resto do país, tendo como principal via de acesso os rios e igarapés que cortam a região, entre o Pará e o Amapá. Mais



@ A beleza que atrapalha

SÃO PAULO, 14 Jun (Reuters) - A beleza para Anna (Micaela Ramazzotti) não chega a ser um fardo, mas é causa de problemas. Especialmente aqueles que começaram décadas atrás, quando numa festa, em sua vila litorânea, ela é coroada Miss Mama. Num primeiro momento, os assobios e aplausos são divertidos, fazem carinho ao ego. Mas quando as palavras e gestos se tornam vulgares, sua estrutura familiar mostra rachaduras. Esse é o ponto de partida da comédia dramática "A Primeira Coisa Bela", que estreia em São Paulo na sexta-feira. Mais



terça-feira, 12 de junho de 2012

A trilha sonora que acompanha Almodóvar

Aquí va la lista de los diecisiete discos que me acompañan entre ensayos, correcciones de guión, ver revistas de moda para vestir a los personajes, reescrituras mil, tapizar muebles, extraer ideas de múltiples publicaciones sobre decoración, volver a corregir escenas, alargar diálogos a Javier Cámara, Carlos Areces y Raúl Arévalo, y sintetizarlos después, porque si no la película durará una eternidad, y no debería.

La lista podría definirse también como la de mis discos favoritos en lo que va de año, aunque el de Metronomy y Django Django, joyas entre las joyas, son del año pasado y el triple de Mickey Newbury es una reedición. Supongo que alguna huella dejarán en “Los amantes pasajeros”, alternándose con el vibrante lounge de Esquivel, “Big Band Bossa Nova” de Quincy Jones, la caricia contínua del brasileño Luiz Bonfá, y un alubión de cumbias psicodélicas encontradas en “Cumbia Beat” y “The Roots of Chicha”. Música para hacer la vida más fácil en tiempos de indignación.

Carlton Rara – “Home”

Django Django – “Django Django”

Francis Bebey – “African Electronic Music 1975-1982”

Lambchomp – “Mr. M.”

M. Ward – “A Wasteland Companion”

Metronomy – “The English Riviera”

Mickey Newbury – “An American Trilogy” (“Looks Like Rain”, “Frisco Mabel Joy” y “Heaven Help the Child”)

Otis Taylor – “Otis Taylor’s Contraband”

Rufus Wainwright – “Out Of The Game”

Santigold – “Master of My Make-Believe”

Soko – “I Thought I Was an Alien”

The Ting Tings – “Sounds from Nowheresville”

Tindersticks – “The Something Rain”

Varios artistas – “Daptone 7 Inch Singles Collection Volume 1”

Varios artistas – “Daptone 7 Inch Singles Collection Volume 2”


Pedro Almodóvar

Blog oficial do diretor El Deseo.

Almodóvar, Banderas e Penélope em negociação

Foto AP/El País
Los ensayos van muy avanzados, y ya quedan pocos nombres para cerrar el reparto. Los amantes pasajeros, la nueva película de Pedro Almodóvar, podría sumar dos nombres más a su impresionante nómina de actores:

Antonio Banderas y Penélope Cruz negocian estos días su participación en la comedia coral, un filme que devuelve a Almodóvar a su humor de los ochenta, usando para ello a un grupo de pasajeros que viaja en avión en un vuelo transatlántico. Un problema en el trayecto provocará que todos ellos sientan que su muerte se acerca, y empiecen a confesar partes de su vida.

Con Banderas y Cruz ya están confirmados Paz Vega, Lola Dueñas, Javier Cámara (que tiene el personaje con más peso), Cecilia Roth, Carlos Areces, Guillermo Toledo, Raúl Arévalo, Antonio de la Torre, Hugo Silva, Miguel Ángel Silvestre, Blanca Suárez y el mexicano José María Yazpik. Agustín Almodóvar, productor del filme, los define así:

“Será un grupo al borde de un desastre inminente, en la línea de las películas que hacíamos en los años ochenta, con un tono fresco y descarado, puro género de comedia”, territorio que su hermano tenía ganas de explorar después de dos películas oscuras - Los abrazos rotos y La piel que habito-. “Pedro tiene dotes naturales para la comicidad”. Tras su rodaje este verano, el estreno de Los amantes pasajeros está previsto para primavera de 2013.


Continua El País

Paulínia gastou o dobro em polo de cinema

Uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) constatou que a Prefeitura de Paulínia (a 119 km da capital) gastou o dobro do que poderia ter desembolsado para construir seu polo de cinema.

O modelo adotado, de uma parceria público-privada (PPP) com os Estúdios Quanta, prevê a construção e a manutenção de uma estrutura formada por cinco estúdios, escritórios e um museu, informa a reportagem de Matheus Magenta e Lucia Valentim Rodrigues publicada na Folha desta terça-feira.

A
íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Ao todo, ao longo de dez anos, seriam pagos pela prefeitura R$ 332 milhões. Ao fim do contrato, o patrimônio será revertido ao governo.


Continua UOL/Folha.com

domingo, 10 de junho de 2012

Brasília e a memória que apodrece

Arquivo Dino Cazzola/divulgação/Correio Braziliense
Vídeos da construção de Brasília podem se perder por falta de digitalização

do Correio Braziliense

Brasília nascia. A loucura de construir uma cidade no meio do mato, no centro do país, virava realidade. Poucos são os registros daquele período. Fotos até existem em número razoável, mas imagens em movimento, filmadas, são raridade. O acervo inédito e exclusivo do cinegrafista italiano Dino Cazzola veio à tona no fim do ano passado, revelando um clamor urgente pela preservação de um verdadeiro tesouro da memória brasileira.

Essa história começa logo após a Segunda Guerra Mundial. Dino vivia em uma pequena cidade ao norte da Itália, chamada Broni. Era o caçula de três irmãos, o único homem. Em meio ao horror da guerra, aos 16 anos fez amizade com pracinhas, foi acolhido por eles e pegou carona em um navio que atracou no Rio de Janeiro. Naturalizou-se brasileiro, casou com uma maranhense, com quem teve um casal de filhos, e deixou para trás o passado difícil.



Continua na edição impressa, e infelizmente fechada, apenas para assinantes do Correio Braziliense.

A boa matéria, assinada por Diego Amorim, conta a dificuldade da família, particularmente do filho Júlio, em conseguir recursos financeiros para preservar os filmes feitos pelo pai. Dino trabalhou no departamento de jornalismo da TV Brasília, dos Diários Associados, no início dos anos 60.

Depois, ainda segundo o CB, montou a Prodic, uma produtora fechada pela ditadura militar, que acusou o cinegrafista de censurar ( estranho, não? ) trechos da entrevista concedida pelo cantor e compositor Geraldo Vandré na sua volta do exílio ao Brasil.

Geraldo Vandré é autor do "hino" que virou símbolo durante a ditadura de 64 no Brasil, "Pra não dizer que não falei das Flores", pois ficou anos sem poder ser tocada em lugares públicos ou ser executada em rádios.

Abaixo, depois do teaser do documentário, o áudio de uma gravação ricamente interpretada por Luíz Gonzaga.

Segundo o jornal, o documentário dirigido por Andréa Prates e Cleisson Vidal, estará na 7ª Mostra de Cinema de Ouro Preto (MG), no final deste mês.






sábado, 9 de junho de 2012

Ivan Lessa, o cinema também perde

O cinema aberto

Ivan Lessa
Colunista da BBC Brasil

Outro dia mesmo, eu andei falando aqui dessa zorra que está na moda por aqui para uns pouco londrinos novidadeiros.

Recapitulo para os que estão chegando atrasados, no escuro e sem lanterninha. Trata-se do The SecretCinema, ou, bem traduzindo, O Cinema Secreto. Simples. E complicado.

A pessoa, de bom gosto e alguns recursos, entra num site, ou sítio, com esse nome, se registra e fica aguardando o convite para o próximo espetáculo. Um filme e sua exibição.

Mas exibição é pouco. Trata-se de uma espécie de “cinema instalação”, como me deu na telha chamar.

O sócio recebe o aviso do dia, hora e local do acontecimento (lembram-se dos happenings? Lembra um pouco).
Você paga uns bons cobres para ver um bom filme em condições especiais. Muito especiais.

Continua BBC Brasil


O Cinema Secreto

Ivan Lessa
Colunista da BBC Brasil

Os melhores filmes foram aqueles que nós vimos garotos entrando sem pagar no cinema e matando aula.

Não me lembro de um único deles. Sei que não foram poucos. Este bonequinho estava sempre de pé batendo palma.

Em matéria de filme cult era o que havia. Discutia-se apenas com outros praticantes desta arte que não ousava dar suas caras ou oferecer seu nome.

Os outros filmes eram apenas filmes. Bons, maus, ruins. Mas filmes, apenas.

O cinema secreto – na verdade, não tinha ainda um nome – era pessoal e intransferível. Pura curtição.

Continua BBC Brasil


Liz: o apagar de uma estrela

Ivan Lessa
Colunista da BBC Brasil

Meados dos anos 40 e a MGM gostava de se alardear como tendo “mais astros e estrelas do que os céus”. Não estavam de todo errado.

Volta e meia há um pequeno item de cinejornal mostrando a comemoração dos 25 anos do estúdio do leão no ano de 1949. 

Busquem no YouTube sob o slogan citado no início. Tá todo mundo lá. Fila após fila, sorridente, uns com graça, outros não. E tome constelação: Clark Gable, Greer Garson, Ann Miller, Wallace Beery, Gene Kelly, Judy Garland, Mickey Rooney, Van Johnson, June Allyson, Lana Turner, Kate Hepburn, Spencer Tracy, Ava Gardner, Errol Flynn e a vista de gente já vai se turvando.

Claro que Elizabeth Taylor estava presente. Lena Horne, com a cara meio amarrada. Frank Sinatra, Betty Garrett. Pense em alguém que, na época, era alguém. Estava lá. Brilhando como se estivessem no tal céu de Hollywood.

Nada nem ninguém se promovia como a cidade à epoca chamada de “fábrica de sonhos”. Não é que era mesmo. Não canso de ver no sítio esse, o YouTube. Mais de 95% da turma subiu, pediu o boné, bateu com as 10.

Continua BBC Brasil




sexta-feira, 8 de junho de 2012

CINEJ@RNAL

@ George Clooney produzirá filme sobre Cuba

Longa será baseado em artigo publicado na revista 'New Yorker' sobre William Alexander Morgan, um militar americano que ajudou Fidel Castro em golpe. O ator George Clooney produzirá um filme baseado em uma história da revista "New Yorker" sobre um militar "ianque" que ajudou Fidel Castro a derrubar Fulgencio Batista, informou nesta quinta-feira o site "The Hollywood Reporter". Mais Estadão.com.br

@ O desafio de biografar Violeta Parra

Filme chileno 'Violeta Foi para o Céu' participou da abertura do festival Cine Ceará.Foram dez anos de preparativos, amadurecimento - ou apenas de desejo? Andrés Wood lembra-se de quando começou a namorar a ideia de fazer um filme sobre Violeta Parra. Foi logo após La Fiebre del Loco, seu terceiro longa, de 2001. A cantora e compositora sempre esteve no imaginário dos chilenos, mas ele, como a maioria, se conhecia suas músicas - Gracias a la Vida, Volver a los 17, Me Gustan los Estudiantes, etc. -, pouco sabia de sua complexidade emocional. Violeta suicidou-se, é um fato que alguns nem sabem, era politizada, dedicou sua arte a resgatar o folclore do Chile. E era uma apaixonada pelo amor. Mais Estadão.com.br

@ Shirley MacLaine recebe homenagem carreira

Shirley MacLaine recebeu do Instituto Americano de Cinema (AFI, sigla em inglês) um prêmio pelas realizações em sua carreira no cinema, na última quinta-feira (7).MacLaine foi ovacionada por estrelas como Julia Roberts, Jack Black, Meryl Streep, Jennifer Aniston, Katherine Heigl e Jack Nicholson, entre outros. Mais UOL


@ Os pilotos negros na Segunda Guerra

RIO - Inédito no Brasil, onde não tem estreia prevista, o épico bélico "Red tails", com Cuba Gooding Jr., Terrence Howard e mais uma leva de jovens atores negros, tem viajado pelo mundo no colo do homem que fez da franquia "Star Wars" uma máquina de fazer dinheiro: George Lucas. Orçado em US$ 58 milhões, o longa-metragem, que recria a participação de pilotos afrodescendentes na Segunda Guerra Mundial, virou o brinquedo favorito de Lucas desde que ele anunciou sua aposentadoria ao "The New York Times", em janeiro. Mais O Globo





quinta-feira, 7 de junho de 2012

Argentinos em "outra dimensão"

Darín, em "Um Conto Chinês" 
Campanella e Darín elevaram cinema argentino, diz produtora

DA EFE / Folha.com

A dupla formada pelo diretor argentino Juan José Campanella e seu compatriota e célebre ator Ricardo Darín levou o cinema desse país a competir em "outra dimensão", resumiu nesta quarta-feira a produtora argentina Verónica Cura.

"Eles o fizeram chegar a outro nível, outra dimensão", disse à Agência Efe a produtora executiva do filme "Um amor", apresentado na mostra competitiva do Festival Ibero-Americano de Cinema Ceará (ou Cine Ceará), que acontece até o dia 8 em Fortaleza.

Verónica, que chamou de "dupla bem-sucedida" o binômio Darín-Campanella, consagrado em filmes inesquecíveis como "O filho da noiva" e "O segredo dos seus olhos" e ganhador de um Oscar de melhor filme estrangeiro, não hesitou em considerar que o trabalho de ambos teve um impacto positivo para a indústria cinematográfica de seu país.

Em sua opinião, apesar das diferenças que existem na produção cinematográfica da América Latina, o traço comum está no olhar.

Continua Folha.com

Lindsay como Elizabeth Taylor convence?

Os sites internacionais especializados em celebridades divulgaram as primeiras fotos da atriz-problema Lindsay Lohan caracterizada para o papel de Elizabeth Taylor para o filme "Liz and Dick", produzido para a televisão. Convence ? 


Elizabeth Taylor original


quarta-feira, 6 de junho de 2012

20 imagens de Marilyn por Alfred Eisenstaed

Marilyn Monroe por Alfred Eisenstaed

da Veja.com

Nos 50 anos da morte de Marilyn Monroe (1926-1962), o Sobre Imagens homenageia a atriz americana com posts sobre três fotógrafos e um acervo: Baron Nahum, Alfred Eisenstaedt, Ernst Haas e o Michael Ochs Archives. 


Este post traz boa parte da sessão realizada pelo mítico fotojornalista Alfred Eisenstaedt (1898-1995), da revista LIFE, na casa de Marilyn em 1953. Nas próximas duas semanas, publicaremos os outros ensaios.

Alexandre Belém

Na foto abaixo, uma das 20, Marilyn, na sua casa na Califórnia, com o fotógrafo polonês Alfred Eisenstaedt, maio de 1953 (Alfred Eisenstaedt/Time & Life Pictures/ Getty Images )

Todas as fotos Veja.com


segunda-feira, 4 de junho de 2012

"Pa Negre", o melhor filme iberoamericano

Isona Passola e Agusti Villaronga
foto EFE
La película de Agustí Villaronga obtiene el Ariel a la mejor película iberoamericana

El País

No llegó a la final de los Oscar, pero Pa negre, la exitosa película de Agustí Villaronga, ha obtenido un importante reconocimiento en el continente americano.

Fue en la noche del sábado durante la 54 ceremonia de entrega de los premios Ariel de cine que concede la Academia Mexicana de las Artes y las Ciencias Cinematográficas. La película, que en España fue premiada con 9 premios Goya y 13 premios Gaudí, entre otros, se alzó con el premio a la Mejor Película Iberoamericana, imponiéndose a las producciones venezolana La hora cero, de Diego Velasco, y la chilena Violeta se fue a los cielos,de Andrés Wood, que narra la vida de la cantautora chilena Violeta Parra.

“Con este premio se cierra el ciclo de la película y es un final feliz”, aseguró el director catalán tras recoger el premio. “Te sientes muy bien porque el cine es muy irregular y hay momentos en los que hay películas que pasan desapercibidas y otros que tienen éxito”, reconoció agradecido.

Continua El País


domingo, 3 de junho de 2012

Sebastião Salgado por Wim Wenders

Foto O Globo/Divulgação
O fotógrafo Sebastião Salgado na mira da câmera

O Globo

Brasileiro vira tema de documentário assinado por seu filho e pelo cineasta Wim Wenders

PARIS - Ao folhear as imensas páginas do molde do livro de 50cm x 70cm de dimensão que acolherá, em dois espessos volumes, o seu trabalho de dez anos de exploração das regiões mais puras e virgens do planeta, batizado de "Projeto Gênesis", o fotógrafo Sebastião Salgado se detém diante da gigantesca imagem do semblante de um gorila.— Fotografei este gorila em Ruanda. Ele estava quase grudado na minha câmera e, num dado momento, se viu refletido na lente. Encostou o dedo na sua boca e se deu conta, pelo movimento, de que era ele mesmo do outro lado. Foi um momento impressionante — conta com entusiasmo juvenil o fotógrafo de 68 anos, como se tivesse acabado de clicar o enorme primata.

Acostumado a retratar, Sebastião Salgado se vê agora em posição inversa: foi colocado no lugar do gorila pelos atentos e curiosos olhares do consagrado diretor alemão Wim Wenders e de seu filho Juliano Salgado, também cineasta. A dupla se uniu para fazer um documentário sobre vida e obra do célebre fotógrafo, economista de formação. Em "A sombra e a luz", um projeto de longa-metragem de 90 a 110 minutos, Wim Wenders e Juliano pretendem, a partir do "Gênesis", revelar as mutações do homem Sebastião Salgado e de seu trabalho ao longo de quatro décadas de fotografias pelo mundo.

Admirador de Salgado desde que se deparou com as imagens do livro "Outras Américas (1986), Wenders, ele mesmo fotógrafo, passou à condição de fã ao visitar a exposição "Exôdos", em Paris, no começo dos anos 1990. O cineasta se diz impressionado pela "dedicação" de Salgado em projetos narrativos com anos de extensão para serem fotografados e concluídos, "algo impossível de ser realizado no cinema", assinala.




sábado, 2 de junho de 2012

O universo da música pelo cinema documental

Harrison por Scorsese
foto Mike McCartney/Divulgação
Festival In-Edit exibe 77 filmes sobre astros da música

Gustavo Fioratti
Colaboração para a FOLHA

Registrar o universo da música tornou-se um campo específico do cinema documental. Com esse foco, o festival internacional In-Edit, que tem origem espanhola, firma sua quarta edição em São Paulo com 77 títulos de 11 países.

Até 10 de junho, a programação do evento vai ocupar o MIS, o Cinesesc, a Cinemateca Brasileira, o Cine Olido, o Cine Livraria Cultura e a Matilha Cultural.

O número de filmes exibidos não cresce em relação à edição passada, que exibiu 82 filmes. "Mas, este ano, pudemos trazer algumas produções que nos custaram um pouco mais caro", conta Marcelo Andrade, diretor do festival.

Continua Folha.com